Caso o gestor possua tal perfil, é então possível ser um elemento chave
para o processo de formação da equipe técnica, tendo em conta os seguintes fatores:
a) Capacidade de execução de pequenos projetos de desenvolvimento, individualmente
e em grupo, com resultados sociais e econômicos, que irão funcionar como efeito demonstrativo e catalisador de modelos de
desenvolvimento sistêmico;
b) Capacidade de assumir uma atitude não-burocrática em relação à realidade organizacional da
agência, trabalhando por objetivos e avaliando o impacto dos seus resultados;
c) Construir um corpo conceitual básico,
comum a toda equipe, e promover neste a mesma noção operativa dos objetivos de trabalho;
d) Implementar a necessidade de
formação contínua, de inovação permanente e de um rigor real;
e) Encontrar a noção de Marketing de equipe, de modo que,
e como conseqüência, a agência tenha credibilidade no seio das entidades e organizações com as quais se relaciona.
Por fim, é importante ressaltar que as qualificações acadêmicas do pessoal
técnico, bem como as do superintendente, não são, na maioria dos casos, tipificadas. Tal significa que podemos encontrar uma
grande variedade de qualificações acadêmicas por entre as pessoas que trabalham numa agência de desenvolvimento.
O pessoal da agência de desenvolvimento tem o título de empregado ou
de diretor de setor privado, isto é, sem garantia de emprego. Em certos casos, o pessoal tem título de funcionário público.
No que se refere ao orçamento, o nível do pessoal das agências de desenvolvimento varia consideravelmente de agência para
agência, por vezes mesmo dentro do próprio país.
Conforme um inquérito levado a cabo junto de agências de desenvolvimento
na França, a formação básica dos diretores é, por ordem decrescente: economia, direito e engenharia, seguida por escolas de
negócios e de gestão. O mesmo se aplica para os quadros superiores.
Este inquérito demonstra igualmente que a maioria dos diretores foi
recrutada diretamente, sem ter assumido antecipadamente outras funções, como diretor júnior numa agência. Os que não foram
recrutados diretamente tinham muitos anos de serviço, sendo em média 10 anos.