Atualmente existem na Europa os mais diversos tipos de
ADRs. Algumas são estratégicas, públicas, com mais de 600 colaboradores (Grã- Bretanha) até algumas de pequeno porte (8 colaboradores),
público/privadas, de caráter de integração numa microrregião. São exemplos as ADRs provinciais da Emilia Romagna, na Itália.
A ERVET, agência de desenvolvimento da região da Emilia
Romagna, criada em 1974, é um exemplo de agência autônoma, com participação majoritária do setor público, operando num grande
território. É estratégica, global (multissetorial, multifuncional) e, para operacionalização apoiou a criação de uma série
de agências setoriais, funcionais ou territoriais.
Um exemplo de agência territorial (multissetorial) é a
da província de Ferrara (SIPRO), na Emilia Romagna, na Itália, criada em 1996. Como a região não tem um setor predominante,
trabalha com a grande maioria do setores/cadeias produtivas. É uma parceria público/privada local com participação da ERVET.
No Brasil, um caso de ADR territorial é a da Região Serrana, em Lages, Santa Catarina, onde também não há uma aglomeração
produtiva predominante.
Um caso de ADR setorial é a Centro de Informação Têxtil
- CITER da Emilia Romagna, localizado em Carpi, na província de Módena. A região é predominantemente têxtil/confecções. o
Citer trabalha com o trinômio informação/capacitação/ tecnologia, tendo alguns produtos fixos de informação sobre moda, atuando
como um articulador de programas de desenvolvimento da empresas locais em capacitação/qualificação e desenvolvimento de tecnologias.
É considerado um consórcio público/privado composto de instituições pública e privado locais, e algumas da região maior (Emília
Romagna), além de 420 empresas locais. Ë uma ADR local, mas que presta serviços também em outras províncias da Emilia Romagna.
Um caso de ADR setorial/funcional é o Parque Científico
Tecnológico Centúria, na província de Cesena, Emilia Romagna, voltado à cadeia agroalimentar. Trabalha com informação, capacitação
e tecnologia, com ênfase nessa última função. Também é uma parceria público/privada, montando programas de desenvolvimento
para as empresas locais e possui um reduzido quadro técnico (um superintendente mais quatro gestores de projetos).
Vê-se, portanto, que não há uma tipo padrão de ADR. A
escolha entre a ADR ser territorial (global), setorial ou funcional dependerá das características econômicas do local. Mas
há uma convergência para parcerias público/privado em pequenas regiões, com função integradora e quadro colaboracional enxuto.