Global Forum reúne empresários e academia para discutir educação para sustentabilidade
em São Paulo
Especialista em comportamento organizacional, David Cooperrider, falou a empresários e acadêmicos sobre educação
para a sustentabilidade
A sustentabilidade é a oportunidade de negócios do século XXI. As questões globais e sociais
vão dominar a ótica dos programas de sustentabilidade nos próximos anos. A afirmação é
do especialista em comportamento organizacional da Case Western University /Weatherhead School of Management, David Cooperrider,
que falou a empresários, representantes de instituições financeiras e acadêmicos nesta quarta-feira
(20), em São Paulo, a convite da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). A
ação é continuidade do Global Forum América Latina que reuniu, em junho, em Curitiba, mais de
1,3 mil empresários, representantes da academia, do setor público e da sociedade civil para repensar o papel
dos negócios, com foco na sustentabilidade.
São Paulo foi o primeiro estado a dar continuidade ao movimento Global Forum com a realização de um encontro
preparatório para o Call for Action (chamada para a ação), que acontece dias 20 e 21 de novembro no Estado.
“O novo desafio é educar e inovar na sustentabilidade. Todas as ações devem concorrer para um futuro
sustentável”, disse o presidente do Sistema Fiep, Rodrigo da Rocha Loures, durante o evento. “A sustentabilidade
não é um desafio tecnológico e econômico, mas sim cultural”, afirmou Loures, defendendo uma
mudança na forma de se ensinar a educação para os negócios.
Para Cooperrider, este é um momento oportuno para as faculdades desempenharem seu papel e reverem seus currículos,
inserindo questões sociais e de sustentabilidade nas discussões. “As instituições são
catalisadoras da transformação e de mudanças”.
O especialista citou o exemplo de um vilarejo em Israel, que conseguiu eliminar os conflitos entre árabes e judeus
e crescer graças ao trabalho conjunto. “Nesse vilarejo, existem 400 projetos incubados, que são responsáveis
por 10% do PIB de Israel. A criação de um valor sustentável, com a valorização do indivíduo,
é essencial ao desenvolvimento”, explicou.
Sustentabilidade e negócios – Segundo o diretor de relações internacionais da Federação
Brasileira dos Bancos (Febraban), Mário Sérgio Vasconcellos, sustentabilidade e responsabilidade social empresarial
não são antagônicas ao desenvolvimento de negócios. “O envolvimento de todos é fundamental
para que os resultados sejam positivos e possamos promover e financiar atividades socialmente responsáveis”,
disse.
Para Rocha Loures, a relação entre empresas, universidades e sociedade civil deve sustentar o diálogo.
“A universidade é o ponto cardeal no processo. E o ponto de alavancagem na questão da educação”.
“O Brasil vai nos ensinar sobre essa consciência híbrida. Essa interação precisa ser replicada
no mundo dos negócios”, acredita Cooperrider.
O diretor do SESC-SP, Danilo Santos de Miranda, acredita que a discussão é pertinente, ampla e diz respeito
à liderança. “A educação e a cultura são as bases para o processo transformador.
O Sistema Fecomercio apóia o Global Forum e trabalha na busca de soluções sustentáveis”.