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Olimpíada do Conhecimento
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Competição nacional será neutra em carbono

As 291 toneladas de CO2 que serão liberadas durante a realização do maior torneio de educação profissional das Américas em Curitiba serão neutralizadas através do plantio de 1.200 árvores

A Olimpíada do Conhecimento do Senai, maior competição de educação profissional das Américas, que acontece em Curitiba até domingo (17), será um evento neutro em carbono. Todo o CO2 emitido durante o evento - através das atividades de logística (transporte de máquinas, equipamentos, alimentação), energia, viagens, resíduos, entre outros, será neutralizado com o plantio de 1.200 árvores em propriedades rurais de Loanda, região Noroeste do Paraná.

As etapas anteriores, realizadas em Blumenau (SC), de 10 a 15 de junho e em Porto Alegre (RS), de 23 a 28 de julho, também foram neutras em carbono. Em Blumenau serão plantadas 607 árvores nativas da Mata Atlântica na região de Maquine, no litoral norte, para neutralizar 293 toneladas emitidas; e em Porto Alegre, serão plantadas 607 árvores nas 34 unidades do Senai em todo o Estado. Esta é a primeira vez que a competição, realizada há 25 anos no Brasil, adota este tipo de ação.

O projeto de seqüestro de carbono é desenvolvido e coordenado por técnicos do Centro Nacional de Tecnologia em Saneamento e Meio Ambiente (Cetsam) do SENAI Paraná, em Curitiba. “O objetivo é neutralizar todas as emissões de carbono e também gerenciar os resíduos sólidos gerados durante a competição, minimizando desta forma os impactos ambientais originados pela Olimpíada”, completa Elcio Herbst, consultor ambiental do Cetsam. Segundo ele, a metodologia será baseada nas ações implementadas na etapa estadual da Olimpíada do Conhecimento do Senai Paraná, ano passado, em Maringá.

“As estimativas de emissões de CO2 são pautadas na contabilização de toda a logística da competição”, explica Herbst. De acordo com uma estimativa inicial realizada pelos técnicos do Cetsam, o torneio em Curitiba deverá liberar 291 toneladas de CO2. “Este número poderá oscilar em função de todos os cálculos que serão executados”, observa. O transporte rodoviário de competidores, visitantes e equipe organizadora é o que mais contribui para a emissão de carbono: a estimativa é de 147,6 toneladas.

Gerenciamento de resíduos – Durante a competição em Curitiba também será implementado um programa de gerenciamento de resíduos sólidos. O objetivo é desenvolver ações de redução e manejo dos resíduos, desde a geração até a destinação final. Nas etapas anteriores, também foi feita a separação de resíduos.

Em todo o ambiente da competição, na Universidade Positivo, foram instalados coletores seletivos de acordo com o resíduo a ser descartado, obedecendo as cores previstas nas normas: vermelho para plástico; azul para papel; verde para vidro; amarelo para metal; e branco para não reciclável. O material é recolhido e levado para a área de gerenciamento de resíduos, onde profissionais da Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis de Curitiba e Região Metropolitana (Catamare) fazem a separação no material recolhido.

“Para nós, os resíduos gerados na Olimpíada do Conhecimento representam matéria-prima e lucro para a nossa Cooperativa”, afirma Valdenice Fanini, uma das cooperadas, ressaltando que o material separado é pesado na cooperativa e comercializado para empresas de papel, plástico, metal, vidros, isopor, entre outras. No total, 25 catadores fazem a seleção dos resíduos durante a Olimpíada.

André Simionato e Anderson Dertz, alunos dos cursos técnicos em mecânica e eletrônica, respectivamente, do Senai CIC, auxiliam os catadores na trituração de garrafas PET. Eles participaram da etapa da Olimpíada em Porto Alegre, na modalidade Manufatura Integrada, e produziram a máquina. “A capacidade é de 2 mil garrafas por dia e 100 por hora. O mais interessante é a redução de volume. 60 garrafas, por exemplo, ocupam um volume de 1 m2. quando trituradas, cabem em uma caixa de sapatos”, disse Simionato.

O programa de gerenciamento prevê o envolvimento de todos os participantes da Olimpíada, entre alunos, professores, técnicos, equipe administrativa e público, por meio de uma campanha de sensibilização. “Na fase de planejamento e durante a competição são valorizadas ações de minimização dos resíduos, bem como a utilização de produtos menos nocivos ao meio ambiente”, afirma o coordenador do projeto, exemplificando a substituição de material não-reciclável por de fácil reciclagem.




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