Vida de Celso Furtado em filme na Unindus
Fiep promove debate entre economistas e diretor de cinebiografia sobre o intelectual brasileiro
O filme “O Longo Amanhecer”, cinebiografia do economista e intelectual brasileiro Celso Furtado, autor de “Formação
Econômica do Brasil”, entre outras obras, foi exibido na noite da última quinta-feira (26), no auditório
2 da Unindus (Universidade da Indústria), do Sistema Federação das Indústrias do Paraná.
A exibição do documentário foi sucedida de um debate entre o diretor do filme, José Mariani, e
os economistas Ario Dergint, Kanitar Cordeiro (ambos membros do Conselho Regional de Economia do Paraná) e Gustavo
Fanaya, assessor da presidência da Fiep.
“O cinema documentário brasileiro deve ser plural. Não deve fugir dos temas difíceis”, disse
Mariani, a respeito do filme. O cineasta tomou os últimos depoimentos gravados de Celso Furtado, quatro meses antes
de sua morte, em 2004. “Existe uma demanda enorme para documentários que falem de temas que o cinema não
está discutindo tanto”, completou. Diretor da Fiep, o também cineasta Paulo Munhoz, presidente do Sindicato
da Indústria Audiovisual do Paraná, ressaltou a importância do diálogo entre o setor produtivo
e a indústria cinematográfica no Brasil: “É importante iniciarmos a interação entre
a sociedade civil e conteúdos produzidos através do meio audiovisual”, disse.
Para Dergint, que conheceu pessoalmente Celso Furtado nos anos 50, quando o economista integrava a Cepal (Comissão
Econômica para a América Latina e o Caribe), então um dos redutos da escola desenvolvimentista de economia,
o intelectual “era, sobretudo, um homem muito sério”, citando sua vocação para a competência
no serviço público. “Meu forte era conseguir observar o essencial na realidade”, diz Celso Furtado
a respeito de si próprio, em um trecho do filme.