Rio Negro define meio ambiente e saúde como prioridades para os Objetivos do Milênio
As comunidades do município e região participaram sexta-feira (09), no Colégio Sesi, do encontro
Círculo de Diálogo, promovido pelo Sistema Fiep, através do Movimento Nós Podemos Paraná
As comunidades de Rio Negro e região participaram nesta sexta-feira
(09) do Círculo do Diálogo do Movimento Nós Podemos Paraná. Durante quase quatro horas, autoridades,
empresários, lideranças de diversos setores, professores e estudantes conversaram sobre ações
que promovam o desenvolvimento e contribuam para o Estado alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio
(ODM)s.
Cuidados ambientais, em especial com o rio que corta a cidade, e ações de prevenção a doenças
predominaram nas propostas surgidas do encontro, que foi marcado pela intensa presença e participação
dos jovens. Alunos do Colégio Sesi e de escolas de Campo do Tenente, Pien, Quitandinha e outras cidades vizinhas animaram
os grupos de discussão. Participaram o prefeito de Rio Negro, Alceu Ricardo Swarovski; o diretor de relações
com sindicatos e coordenadorias do Sistema Fiep, Milton Bueno, que representou o presidente, Rodrigo da Rocha Loures, e o
gerente da unidade Sesi/Senai, Marcelo Olsen.
Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio foram propostos
pela Organização das Nações Unidas e se constituem em uma série de metas sócio-econômicas,
que abrangem as áreas de renda, educação, saúde, gênero e meio ambiente.
Articulado pelo Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), por meio do Serviço
Social da Indústria (Sesi), o Movimento Nós Podemos Paraná tem como objetivo contribuir para que o Paraná
alcance os Objetivos do Milênio até 2010, cinco anos antes do prazo estipulado pela ONU.
Para conscientizar e mobilizar os paranaenses, o Nós Podemos Paraná realizou, em dois anos, Círculos
de Diálogo mais de 40 municípios paranaenses, envolvendo quase 13 mil pessoas. Essas pessoas formam uma
grande Rede de trabalhadores voluntários.
Papel aglutinador – O Movimento Nós Podemos Paraná está diretamente relacionado
ao papel do Sistema Fiep de defesa das indústrias. Segundo o presidente Rodrigo Rocha Loures, o envolvimento das comunidades
em ações locais cria ambiente favorável ao empreendedorismo, o que eleva a competitividade das empresas
e do País como um todo.
“O Sistema Fiep cumpre um papel aglutinador das forças comunitárias. Esperamos realmente que a população
possa exercitar a cidadania, participar e obter bons resultados destes encontros”, afirmou ele.
O prefeito de Rio Negro, Alceu Ricardo Swarovski, elogiou a iniciativa pioneira do Sistema Fiep e ressaltou o valor que tem
na comunidade todas as instituições aglutinadoras, como as entidades privadas, as associações
de moradores, de pais e mestres, de alunos, de grupos de serviços, entre outros grupos comunitários.
O prefeito relatou os programas que dão certo no seu município, entre eles a Casa da Saúde da Mulher
e a criação de diversos cursos profissionalizantes, uma das metas do seu governo. “Por meio da Educação
vamos atender as necessidades do empresariado. Hoje Rio Negro é pólo de ensino médio e técnico.
Temos quatro cursos da área de gestão já formando profissionais. Vamos fornecer mão-de-obra para
as empresas que se instalarem na região e também formar novos empreendedores, que um dia abrirão mais
vagas”, afirmou.
Propostas - Um grupo de professores de União da Vitória sugeriu levar ao conhecimento da população
a preocupação com relação a preservação do Rio Negro, propondo mudança de
atitude. O grupo propôs uma agenda para passar às populações ribeirinhas formas de aprender a cuidar
do rio.
A comunidade propôs criação de oficinas de formação familiar, que seria uma escola para
que os pais possam se atualizar e participar mais da vida dos seus filhos. Para combater doenças como malaria
e Aids, o Círculo de Diálogo de Rio Negro sugeriu projeto para trocar experiências sobre as doenças,
mudança de atitudes, informações sobre como se dá o contágio e, sem preconceito informar
a todos na comunidade.
Foi proposto a criação de grupos de agentes de saúde comunitária para agirem na prevenção
de doenças em gestantes e reduzir casos de gravidez na adolescência, além de um grupo de voluntário
para lutar contra todo o tipo de preconceito nas escolas, creches, e outras instituições.