Sistema Fiep e UTFPR discutem oportunidades e desafios
Cerca de 80 representantes da universidade conheceram na última quinta-feira (8), no Cietep, em Curitiba, pesquisa
desenvolvida pelo Sistema Fiep que identifica as áreas mais promissoras para o Paraná até 2015
As áreas mais promissoras para o Paraná até 2015
e as trajetórias que deverão ser percorridas para aproveitar essas oportunidades e garantir competitividade
foram apresentadas pelo Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), na última
quinta-feira (8), no Cietep, em Curitiba, a 80 representantes da Universidade Tecnológica Federal do Paraná
(UTFPR). “A idéia é colocar em prática a estratégia da inovação, que é
a mais viável para garantir competitividade. Por isso, é fundamental estabelecer cooperações estratégicas
entre o setor industrial e os centros de pesquisa”, explicou o presidente do Sistema Fiep, Rodrigo da Rocha Loures.
No encontro com os profissionais da UTFPR, o Sistema Fiep apresentou a pesquisa “Rotas Estratégicas para o Futuro
da Indústria Paranaense” que foi desenvolvida durante dois anos pelo Observatório Sesi/Senai/IEL. “Participamos
da primeira fase do trabalho. Esta é mais uma etapa de um caminho que vem sendo construído em conjunto. A Fiep
tem esse papel catalisador. Acho que nenhuma outra entidade teria capacidade de realizar essa pesquisa”, considerou
Éden Januário Netto, reitor da UTFPR.
Para ele, a pesquisa servirá como “base e indicação para a definição de cursos de
formação, pesquisas e novas parcerias.” Além do reitor, participaram do encontro o reitor eleito
para os próximos quatro anos Carlos Eduardo Cantarelli, o conselho diretor e gerentes dos 11 campi da UTFPR.
“Inicialmente, identificamos os setores portadores de futuro do Paraná. Agora, as rotas estratégicas apontam
os caminhos que devem ser seguidos para fazer com que isso aconteça”, afirmou Marília de Souza, coordenadora
do Observatório Sesi/Senai/IEL.
No encontro foram discutidas as demandas de formação profissional nos setores já trabalhados, além
de oportunidades e desafios para a universidade. Os setores já trabalhados são: energia, indústria agroalimentar,
produtos de consumo, microtecnologia, biotecnologia aplicada à indústria animal e biotecnologia aplicada às
indústrias agrícola e florestal.
A pesquisa envolveu 150 especialistas e demandou dois anos de trabalho e cruzamentos de diversas informações.
Foram levantados dados como vocações regionais, avanço tecnológico, mão-de-obra especializada,
oferta de centros tecnológicos e de pesquisa, necessidades atuais e a longo prazo e tendências do mercado nacional
e internacional.
O projeto foi desenhado para execução em duas fases. Na primeira, foram analisadas as seis áreas de futuro
para o Estado já trabalhadas. A partir deste ano serão contemplados outros cinco setores: papel, metalmecânico,
plástico, saúde e turismo.
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